(Original...)
Quão fácil é diferenciar o bom profissional do profissional comum. O bom profissional, em geral, é vocacionado, desde pequeno diz: "quero ser isto, ou aquilo!". O comum sequer sabe dizer porque escolheu esta ou aquela profissão.
Algo curioso (e perigoso) porém, tem acontecido no Brasil: Os "super salários" de juízes, promotores de justiça, defensores públicos, procuradores autárquicos... têm atraído toda espécie de pessoa para o ramo do Direito. A vocação fora deixada em segundo plano.
Até trabalhadores bem estabelecidos em suas profissões, que chegaram ao auge de suas carreiras, têm visto no Direito a única possibilidade de majorarem seus ganhos em detrimento do abandono de seus antigos ofícios. Pais com filhos indecisos sobre o futuro, não raro incentivam: "preste vestibular para Direito!".
Ao que tudo indica, o "homem do subsolo" (personagem do escritor russo Dostoiévski); que não vê nenhum prazer no trabalho, mas o faz única e exclusivamente pelo dinheiro; é real!... Habita em cada um de nós.
(Marcelo Henrique)











